felicidade não tem preço Junho 3, 2009
Posted by Andreza in Blogroll.Tags: amor, confissão
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Quando a noite cai, a campainha toca e corro para os seus braços pensando que tudo vai ficar bem. Às vezes, eu penso que nada mais no mundo importa. Não ligo para as contas, para o frio, para a fome. Meu mundo para quando você chega e me abraça apertado. É nesse instante que eu sei o quanto eu amo você.
*confessei.
Ex Boryfriend Jewelry Maio 26, 2008
Posted by Andreza in comunicação, internet.Tags: amor, internet, vendas
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Não é apenas um site de vendas online, também não é nenhuma grande inovação no mercado online. É um site para garotas que disponibilizam objetos que foram de grande valor emotivo, mas que depois do fim do relacionamento se tornou mais um peso morto. Além de jóias, outros artefatos de grande valor material são vendidos por um precinho quase irresistível!
As moças precisam de registrar e contar em poucas linhas a história do objeto em questão.
Alguns textos sao impagáveis, como o de uma mulher que tenta vender por US$ 400 um relógio Bulova feminino com 18 diamantes – “Mais um presente que o fracassado do meu namorado me deu para diminuir a culpa. E eu nem uso relógio! Isso mostra como ele me conhecia bem”. Que tal essa outra: “Resumindo uma longa história, me casei aos 18, ainda estou tentando me divorciar aos 23 e fiquei com essa jóia inútil que eu mesma paguei com meu cartao de crédito”.
É uma forma de exorcizar alguns demônios, pra alegria geral das consumistas e dos escritores pé-rapados que adoram uma tragédia para se divertir (eu). Concordamos que em linhas gerais, ex bom é ex morto!!
O principal mérito do exboyfriendjewerlry.com, entretanto, é possibilitar as suas clientes ganhar um bom dinheiro e de quebra contar todos os podres dos antigos companheiros. Essas histórias realmente fazem diferença na compra final? Não sei, mas o poder de vingancinha é irresistível! Afinal, que mulher não gosta de uma boa vingança?
Açúcar ou adoçante? Abril 22, 2008
Posted by Andreza in literatura, prosa.Tags: amor
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Ela mexia os dedos incessantemente. Quase ao ponto de delírio sumbisso às vontades do inconsciente. Estava exausta. Chegou de viagem, jogou as malas em cima do sofá, tomou um bom banho quente e estava agora mexendo os dedos. Esperando o tempo dar uma resposta ao que ela não sabe explicar.
O dedo indicador desenhava no dedão uma imagem invisível de uma carinha feliz. Era uma forma involuntária de pedir por alegria. Ficava assim, com os dedos em movimento no ar frio e úmido da noite. Ouvia uma música de amor falido. Pensava em como era sua vida sem amor. Sem amor de verdade. Às vezes seu amor se misturava com tantos outros sentimentos que era difícil saber qual era o verdadeiro. Amava alguém de fato, ou amava o fato de poder amar alguém?
Pensava nele com carinho. A amizade de início se tornou físico e real. Depois vieram suas dúvidas, anseios, e logo começaram as mágoas. É incrível como algumas pessoas escondem suas dores em um lugar tão escondido dentro do peito que nem elas conseguem achar para se livrar disso depois.
Acredito que a dúvida é o pior tipo de morte. Morte de tudo o que existe de bom ou ruim. Otelo sucumbiu à dúvida. Assim como Casmurro. Ela também estava sendo corroída. Ela também estava morrendo. Duvidava não apenas da reciprocidade desse amor. Duvidava, acima de tudo, se era realmente amor o que ela sentia. Duvidava se seria a pior forma de castigo imposto à ela por sonhar demais e pedir sempre por mais alegria.
A chaleira apitou avisando a água fervente. A música começou novamente sem o menos toque no teclado de computador. Os dedos ainda se mexeram compulsivos. Duvidosos. Obsessivos. Arbitrários. O pensamento caía em cascatas dentro dos olhos marcados de vermelho pelo cloro da piscina, ou seriam pelas lágrimas que não quis demonstrar? Ela tinha recebido uma mensagem de celular no dia anterior, sem muitas declarações. Apenas uma mensagem de carinho distante. Ele queria demonstrar o apego à ela? Ou queria rir da inocência incoerente dela? Certas vezes eram felizes em dupla. Certas vezes ela o odiava mais do que tudo. Noites e noites aguardando uma decisão, um ultimato próprio, muitas vezes sem solução, sempre sem ação nenhuma no alvorecer.
Começou então a pior das dúvidas. Aqui, deixo registrado que a maior dúvida não é se ele a ama de verdade, mas sim, a dúvida de estar plenamente sã entre seus próprios pensamentos. Questionava de forma pura e simples se tudo isso era de verdade. Questionava se seu desejo de ser feliz a levava para longe da razão humana, bem pra perto da loucura psicótica. Imaginava se tinha mesmo colocado a chaleira no fogão. Ela teria mesmo ido viajar? A casa ainda permanecia igual a ontem. Mas foram dois dias. Foram apenas dois dias? Entrara mesmo na piscina três horas antes? Que horas eram de fato?
Se levantou rispidamente e foi em direção da cozinha. Sim, pelo menos a água era real. Alívio. Voltou a sentar na janela e recomeçou o processo de mexer os dedos. Ela pensava nele novamente. Uma carinha feliz totalmente invisível por segundo. Queria arrancar isso do peito. Jogar fora desejos e remorsos. Na noite anterior respondeu com outra mensagem, dessa vez demonstrando claramente que sentia falta dele. Não obteve outra mensagem nem ontem, nem hoje. O que antes era alegria e esperança, hoje eram mais e mais dúvidas cretinas. Pensava se o movimento dos dedos continuasse, se a impressão digital continuaria intacta. Sangraria se levasse isso a diante?
Não havia resposta. Todas as pessoas ignoravam o motivo disso tudo. Nem ele sabia que todo o mundo desmoronava dentro dela. Orgulhosa, não contou a ninguém o que a magoava de verdade. Infantil, não tinha coragem de terminar tudo. Carente, queria mais dos beijos e abraços dele. Moribunda, rezava por mais alegria. E rezou.
Quando a noite já tinha deixado de ser a sedutora donzela de véu negro, ela se virou de lado no sofá e dormiu. Um único pensamento surgiu no limiar entre o sono e o estado de alerta: Queria mesmo é desenhar com os dedos uma carinha feliz nos lábios dele. Ah, como isso seria bom!
Um olhar sobre o amor Julho 10, 2007
Posted by Andreza in Sem categoria.Tags: amor, poesia
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Amar não é um objeto ou pessoa.
Não é um anel ou colar.
Não é contas pagas ou nome no testamento.
Amar não é virtude ou culpa.
Amar é dormir e acordar, dentro e fora de um sonho.
Amar é pijama e leite condensado.
Amar é sofá e viagem.
Amar é velar o sono com ternura.
Amar é saber os desejos e necessidades de um olhar.
Amar é ser feliz por um momento inesquecível.
Mesmo que seja o olhar cansado do outro se fechando de sono.
Amar é dar o mundo.
Amar é receber de braços abertos a melancolia de perder esse amor.
Mesmo que num futuro distante ou nem tanto assim.
Amar é guardar dentro de si a saudade de quem ainda não se foi.
Amar é brincar de ser bobo.
Amar é recompensa, nunca a provação.
Amar é gostar de rir pra dentro.
Deve-se amar como quem ama um gatinho brincando com novelo de linha.

