Vida Setembro 23, 2009
Posted by Andreza in pessoal, poesia.Tags: pensamento, poesia, rotina, vírgulas, vida
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Vida linear, absorta, amorfa, insossa,
Sabor sem gosto de uma brisa sem frescor,
É assim de lado, apagado, mastigado,
Não desafia, não vence, não sofre, não sente,
Rotina, burocracia, hierarquia e constrição,
Palavras fracas reunidas em dez passos de uma cartilha vulgar,
Um dia de cada vez, uma vida para todos os dias,
Sem ditadores, auditores, coordenadores, opressores, proprietários,
Democracia, máquina, cartão express,
Mídia, informação, combinação, alienação,
O som, o toque, o cheiro, o gosto, o olhar,
Diluição em pixels de baixa resolução,
Cinza vida sem abolição,
Escrava de si mesma,
Sem direito à anistia,
A vida pifa ali na esquina,
É retida por sucessões de vírgulas.
Projeto Escrevivendo com Interface para Blogagem Maio 13, 2009
Posted by Andreza in Blogroll.Tags: autoria, casa das rosas, criação, cursos, literatura, máscaras, personagens, poesia
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Ontem eu comecei um curso chamado Projeto Escrevivendo com Interface para Blogagem “Máscaras, Rostos e Personas” no Espaço Haroldo de Campos, mais conhecido como Casa das Rosas. O curso custa apenas R$ 10,00 e tem duração de dois meses. Além de ser super em conta, fácil acesso (na avenida paulista), também possui um conteúdo estimulante. Observar e ser observado, e acima de tudo, criar e ser recriado pelas próprias mãos e visões de ser e de se ser.
Num primeiro momento de minha aulinha (sim, eu estou muito feliz em voltar a aprender alguma coisa em sala de aula) lemos alguns microcontos organizados pelo Marcelino Freire, e nesse exercício de imaginação, eu pude me libertar de uma monótona rotina de pensamentos, principalmente domésticos devido ao horário.
Enfim, um deles é da autora Adriana Falcão, perdi o nome do microconto, mas segue o conteúdo dele:
“Ali, deitava, divagou:
Se fosse eu, teria escolhido lírios”

O exercício era criar sobre esse texto, qualquer coisa. Pois bem, eis o que eu produzi:
Já sonolenta,
Fechou o livro cheirando a pó,
Cerrou os olhos
Ainda sem pressa
Olhou para dentro
Desprezou Salomão e toda a sua glória
E ali, deitada, divagou:
Se fosse eu,
Teria escolhido os lírios
Como se fosse complicado
Escolher ser simples.
aleatório Maio 8, 2009
Posted by Andreza in Blogroll.Tags: pensamento, poesia
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Pensamento: Quando o sonho vira noite, é melhor acender a luz.
Vida Agosto 29, 2008
Posted by Andreza in literatura, pessoal.Tags: poesia, vida
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Vida linear, absorta, amorfa, insossa,
Sabor sem gosto de uma brisa sem frescor,
É assim de lado, apagado, mastigado,
Não desafia, não vence, não sofre, não sente,
Rotina, burocracia, hierarquia e constrição,
Palavras fracas reunidas em dez passos de uma cartilha vulgar,
Um dia de cada vez, uma vida para todos os dias,
Sem ditadores, auditores, coordenadores, opressores, proprietários,
Democracia, máquina, cartão express,
Mídia, informação, combinação, alienação,
O som, o toque, o cheiro, o gosto, o olhar,
Diluição em pixels de baixa resolução,
Cinza vida sem abolição,
Escrava de si mesma,
Sem direito à anistia,
A vida pifa ali na esquina,
É retida por sucessões de vírgulas.
Cobertor Agosto 25, 2008
Posted by Andreza in literatura, pessoal.Tags: poesia
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Trago a poesia em mim
Sem consoantes impronunciáveis e inúteis
Sem rimas tortas ou de pouco afeto
Trago a poesia
Como quem traz o cobertor de cheirinho no coração.
A serpente Abril 28, 2008
Posted by Andreza in literatura.Tags: poesia
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Sobre o triste e frio cinza
de pele suja, maltrapilha
arqueia veias, romances trágicos
ocupa o céu da rua vista
Bombeia sangue, nutre carros
nutre vida da cidade caos
ali do lado é sombra certa
morre aos montes e ao acaso
Em pilastras de concreto
surgem cores de fino traço
surgem formas de livre arbítrio
o sono surge do vão descaso
Serpente cega, serpente fria
da minha janela, tu és minha
do lado de fora tu és deles
tu és nada, alegoria.
Bolinho de chuva Julho 13, 2007
Posted by Andreza in Sem categoria.Tags: poesia
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Faço das palavras um bolo,
não de aniversário, cheio de enfeites e confeitos,
mas bolinhos de chuva,
salpicados com açúcar de confeiteiro
e uma boa xícara de café numa tarde serena
para acordar.
Um olhar sobre o amor Julho 10, 2007
Posted by Andreza in Sem categoria.Tags: amor, poesia
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Amar não é um objeto ou pessoa.
Não é um anel ou colar.
Não é contas pagas ou nome no testamento.
Amar não é virtude ou culpa.
Amar é dormir e acordar, dentro e fora de um sonho.
Amar é pijama e leite condensado.
Amar é sofá e viagem.
Amar é velar o sono com ternura.
Amar é saber os desejos e necessidades de um olhar.
Amar é ser feliz por um momento inesquecível.
Mesmo que seja o olhar cansado do outro se fechando de sono.
Amar é dar o mundo.
Amar é receber de braços abertos a melancolia de perder esse amor.
Mesmo que num futuro distante ou nem tanto assim.
Amar é guardar dentro de si a saudade de quem ainda não se foi.
Amar é brincar de ser bobo.
Amar é recompensa, nunca a provação.
Amar é gostar de rir pra dentro.
Deve-se amar como quem ama um gatinho brincando com novelo de linha.
